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Você quer um telefone novo? Um novo telefone pode servir!

Você quer um telefone novo? Um novo telefone pode servir!
Rodrigo Brito
Por: Rodrigo Brito
Dia 11/12/2020 13h02

Desejo de iPhone e preocupação com ambiente impulsionam mercado de smartphones de segunda mão

Por Fabiana Futema via 6 Minutos

O mercado de smartphones usados representa pouco mais de 5% do total de aparelhos em operação no país. Na Europa, é mais comum encontrar negócios de venda de aparelhos de segunda mão impulsionados tanto por motivos financeiros ou pela preocupação com o impacto do consumo no ambiente. Aos poucos, esse comportamento começa a chegar ao Brasil também.

Na parte financeira, entre os motivos que impulsionam a venda de celulares de segunda mão estão a premiunização (lançamentos de modelos cada vez mais caros) dos smartphones e o desejo de possuir uma determinada marca – caso, principalmente, dos amantes de iPhone.

Renato Meireles, analista da área de Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, diz que esse comportamento é mais comum em mercados maduros. “Já temos usuários que estão no quarto ou quinto smartphone. São pessoas que sabem quais são as especificações do aparelho que desejam comprar. Ao mesmo tempo, a indústria passou a oferecer modelos cada vez mais premium, com três ou quatro câmeras traseiras, memória de 512 GB. Tudo isso encarece.”

E o ambiente? A brasileira Alessandra Fontana, que mora em Paris, começou a se preocupar com o impacto do seu consumo no ambiente quando sua filha Alice nasceu, há três anos. Desde então, ela tenta manter um consumo sustentável.

“Eu achava que todo mundo que consumia telefone recondicionado, o fazia pelos mesmos motivos. Estou vendo que não estava certa. As pessoas não pensam muito no impacto que elas causam, que o telefone que eu troco todo ano não é só um telefone, é uma cadeia de ações que tem impacto no planeta”, diz ela.

Alessandra comprou um iPhone usado, mas nem sabe que modelo é. “Como você pode ver, não comprei pelo status”, disse. “Você precisa de 10 calças jeans? Não. Ou trocar de telefone todo ano ou a cada dois anos? Um telefone é bom até quebrar ou ser roubado. E se quebrar, dá para consertar.”

E como isso aumenta a venda de usados? Toda vez que um aparelho novo é comprado, algo precisa ser feito com o velho. Uma das opções vendê-lo para empresas especializadas em compra e refabricação de smartphones usados – caso da Trocafone da Yesfurbe. Depois de pequenos reparos, se necessários, os modelos são colocados à venda.

A compra de um usado pode ser a chance que o consumidor tem de adquirir a marca dos seus sonhos sem desembolsar o valor de um novo. “Esse consumidor busca uma marca, um sonho de consumo. Ele não está interessado no avanço tecnológico do aparelho recém-”, afirma Meireles.

Por isso, segundo ele, esse mercado de refabricados costuma ser puxado por modelos intermediários entre premium e super premium. Na Yesfurbe, os aparelhos à venda são classificados como bom, muito bom e excelente – esses últimos não têm sinais de uso.

Compensa comprar um usado? Existem duas formas de comprar um usado: nas empresas que fazem a refabricação ou no mercado informal (de parentes, amigos ou desconhecidos). Danilo Martins, CEO da Yesfurbe, diz que as empresas especializadas em refabricação oferecem vantagens que o mercado informal não consegue.

“Verificamos o aparelho, trocamos peças, se necessário, oferecemos garantia e entregamos aparelhos higienizados. No mercado informal, a pessoa corre o risco de cair em um golpe, não receber o aparelho, ou comprar um produto sem garantia”, afirma Martins. “É um mercado sustentável e que prolonga a vida do aparelho.”

Compensa vender o usado? O valor de avaliação depende muito da marca, modelo, estado do aparelho. Na maioria das vezes, é mais vantajoso vender no mercado informal. Mas a negociação com empresas de refabricação pode ser mais prática, já que muitas trabalham em parceria com o varejo – pegam o aparelho usado serve como abatimento da compra do novo. A Yesfurbe, por exemplo, trabalha em parceria com a Americanas.

Quais os usados mais vendidos? Na OLX, a venda de celulares usados cresceu 12,8% de janeiro a outubro de 2020 em relação a igual período do ano anterior. Para Flavio Passos, vice-presidente de Autos e Comercial da OLX, muito desse crescimento tem a ver com a crise econômica do país. “O consumidor tem se conscientizado pouco a pouco sobre o atual modelo de consumo, mas precisamos ser realistas sobre a realidade brasileira: o fator financeiro é crítico para suas decisões”, afirma.

Quais os modelos mais comprados? São esses, segundo a OLX:

Desejo de iPhone e preocupação com ambiente impulsionam mercado de smartphones de segunda mão


Esse mercado vai crescer? Meireles e Martins dizem que sim. “A própria indústria está abrindo o olho para essa tendência e criando programas de aceitação do modelo usado na compra do novo. É uma forma do cliente fiel ter condições de comprar o lançamento e de manter o antigo valorizado”, diz Meireles.

Veja alguns programas de compra de usados do varejo:

Via Varejo (Casas Bahia e Pontofrio): Os aparelhos podem ser avaliados em até R$ 1.800, dependendo do modelo e estado de conservação. Antes da compra, a empresa avalia o aparelho, confere se não consta nenhuma restrição e se estiver tudo certo, o cliente recebe um crédito para utilização na loja.

Magazine Luiza: o programa Smart Troca faz avaliação do aparelho que considera o estado de conservação da carcaça, tela e resposta ao touch. A avaliação vai definir se é um aparelho bom ou defeituoso. Os melhores chegam a ser avaliados em R$ 1.700.

A varejista informa que o consumidor não tem o hábito de usar o aparelho antigo como valor de entrada do novo. É o vendedor que oferece ao cliente essa opção.

Samsung: possui o programa Troca Smart Ecossistema Galaxy, em que smartphone, tablet ou smartwatch usados podem valer descontos na compra de um novo produto da marca.

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