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Casa própria e 2021: pode dar match

Casa própria e 2021: pode dar match
Rodrigo Brito
Por: Rodrigo Brito
Dia 07/01/2021 18h28

2021 é o ano para comprar a casa própria: veja qual a melhor modalidade de financiamento

Por Giuliana Saringer via 6 Minutos

Agora é o momento para concretizar o sonho da casa própria e entrar em um financiamento imobiliário? Para especialistas ouvidos pelo 6 Minutos a resposta é sim. A baixa taxa de juros brasileira, a disputa entre instituições em busca de novos compradores e imóveis mais em conta aumentam a possibilidade de bons negócios em 2021.

A presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Cristiane Portella, diz que o momento é ótimo para quem não teve o orçamento afetado pela pandemia. “Como é uma decisão de médio e longo prazo, as pessoas acabaram seguindo com o seu plano”.

Com a chegada da pandemia, o setor não teve o desempenho esperado em 2020, que era de recuperação das perdas causadas pela recessão de 2015 a 2018, segundo o professor de MBAs da FGV (Fundação Getulio Vargas) Sérgio Cano. Os preços de imóveis ainda não se recuperaram em comparação aos valores praticados em 2014.

“Eu diria que é o melhor momento. Eu estou nesse negócio de mercado imobiliário há mais de 30 anos e diria que nunca vi um momento tão favorável para obter um financiamento como esse que estamos vendo agora”, afirma Cano.

Qual a melhor opção para o momento? Depende. Portella e Cano dizem que a decisão varia de acordo com o perfil do consumidor. As principais modalidades de financiamento são atreladas ao IPCA (inflação oficial), ao rendimento da poupança, à TR (taxa referencial) ou apenas a uma taxa prefixada.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): As primeiras parcelas deste financiamento são menores e vão aumentando ao longo do tempo. É uma boa opção para os mais jovens, grupo que tem menos dinheiro no ato da compra e tendem a melhorar a situação financeira ao longo dos anos.

“Se o IPCA não descolar no período do financiamento, pode ser uma excelente opção. Tem um componente de risco do IPCA, mas a pessoa tem que ponderar. O ideal é que tenha condição de fazer uma amortização se o IPCA subir demais”, diz Portella.

Com rendimentos da poupança: A taxa de juros começa em 3,99% mais o rendimento da poupança. Com a Selic a 2% ao ano, o rendimento está em 1,4% ao ano. Somado à taxa prefixada, os juros ficam em 5,39% ao ano, ótimo valor na percepção de Portella.

Apesar de variar com a Selic, este financiamento possui um teto para que as parcelas não pesem demais no bolso do consumidor se a taxa básica de juros subir demais.

Taxa prefixada corrigida pela TR: Neste caso o consumidor contrata um financiamento com uma taxa pré-determinada, que vai valer para todo o contrato, com correção da TR (taxa referencial), que atualmente está zerada. Esta é a escolha certa para quem quer mais segurança para saber o valor que vai pagar para quitar o imóvel, sem oscilações.

A TR só começa a ser cobrada quando a inflação atinge dois dígitos e não há expectativa de que isso aconteça tão cedo.

Taxa prefixada: O consumidor sabe exatamente o valor que vai pagar de financiamento do começo ao fim, já que o contrato não está atrelado a nenhum indicador financeiro.

Cano diz que o risco é mínimo para quem escolhe a modalidade ligada a taxa prefixada, pequeno para quem opta pela variação da TR, médio para variação da poupança e maior para contratos atrelados ao IPCA. O ultimo é considerado mais arriscado, devido às incertezas da economia brasileira.

Como escolher o melhor financiamento? A escolha não deve considerar apenas o valor da taxa de juros, porque nem sempre a modalidade com menor taxa será a mais vantajosa. Na hora de fechar negócio, o comprador deve:

  • Analisar os custos efetivos totais de cada tipo de financiamento disponível no mercado, considerando os seguros obrigatórios, o sistema de amortização (SAC ou tabela price) e o pacto de serviços exigidos pelo banco para garantir a taxa ofertada;
  • Comparar o preço das prestações em cada tipo de financiamento; e
  • Pesquisar os valores cobrados em diferentes instituições financeiras. Apesar de utilizarem os mesmos indexadores, os custos totais podem variar.

Como fica o mercado em 2021? Portella diz que a previsão é de que o setor cresça em 2021. Segundo as previsões do mercado financeiro, a Selic pode chegar a 3,13% até o final do ano, uma taxa ainda considerada baixa.

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