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Ano novo, vida financeira nova

Ano novo, vida financeira nova
Rodrigo Brito
Por: Rodrigo Brito
Dia 12/01/2021 19h46

Renda fixa atrelada à inflação e apetite ao risco: saiba onde investir em 2021

Por Giuliana Saringer via 6 Minutos

Virada de ano é um bom momento para colocar as finanças em ordem e reorganizar os investimentos. Em um cenário de pandemia, juros baixos, retomada econômica e alto desemprego, como proteger seus recursos da incerteza e, ao mesmo tempo, obter a desejada rentabilidade?

O 6 Minutos procurou especialistas para entender quais as oportunidades, armadilhas e riscos para quem pretende investir em 2021. Abaixo, os produtos em destaque, por modalidade de investimento.

Renda fixa

Ainda vale a pena investir em renda fixa? Segundo os especialistas ouvidos pelo 6 Minutos, a resposta é sim. Apesar da rentabilidade mais baixa por causa da Selic a 2% ao ano, a renda fixa é a segurança da carteira. O segredo é decidir quanto do seu patrimônio será alocado nessa modalidade de investimento. E isso varia de acordo com a estratégia e com o perfil do investidor.

“Para ganhar um pouco mais na renda fixa, [o investidor] vai ter que abrir mão da liquidez, contratar produtos com vencimentos mais longos e aumentar o risco”, afirma a professora de finanças da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) Virgínia Prestes.

Investir em títulos atrelados à inflação é uma boa estratégia para evitar perdas caso a inflação ganhe ritmo. “Nos últimos seis meses, a inflação tem crescido e é importante se proteger”, afirma o especialista em produtos da Messem Investimentos, Felipe Chamaniego.

Há diversos ativos atrelados à inflação, com destaque para o Tesouro IPCA, para as debêntures incentivas e para os fundos que investem nesses papeis. Se houver isenção de Imposto de Renda, melhor ainda.

Para quem prefere se manter nos títulos atrelados ao CDI ou prefixados, a dica é apostar em prazos mais longos, para conseguir melhores taxas. Mas cuidado com os produtos prefixados. Há sempre o risco de a taxa de juros subir ainda mais rápido do que o esperado e fazer com que a remuneração prefixada, que antes era considerada ótima, renda menos do que os juros básicos da economia.

A estimativa do mercado financeiro é de que a Selic chegue a 3% ao ano até o final de 2021 e a inflação, a 3,32%.

Renda variável

Os juros baixos, o aumento do número de pessoas físicas na Bolsa de Valores e o início da vacinação contra a covid-19 no mundo podem trazer impactos positivos para o mercado acionário brasileiro ao longo de 2021.

Se você tem um perfil mais arrojado e reage bem à volatidade dos mercados, os especialistas recomendam os seguintes produtos:

  • Ações: boas pedidas são empresas que exploram commodities — mineração ou petróleo, por exemplo — ou que se beneficiam do aquecimento do mercado interno, segundo o head de distribuição na Guide Investimentos, Erick Hood.
  • Fundos imobiliários: caíram no começo da pandemia e ainda não se recuperaram 100%. No entanto, podem ser interessantes para os próximos meses. “Os fundos devem melhorar, embora já estejam pagando bons dividendos”, diz Chamaniego.

Fuja da poupança

Para Hood, guardar dinheiro na poupança não é opção. Atualmente, a caderneta tem rendimento de 1,4% ao ano, muito abaixo da inflação de 4,3% estimada para 2020. “Com os juros tão baixos e com a inflação, você acaba perdendo dinheiro se deixar ele na poupança”, afirma Hood.

Diversificação

Apostar na diversificação dos investimentos, mais uma vez, é essencial. Para Chamaniego, é importante montar uma carteira com renda fixa e variável – optando por setores diferentes para aumentar ainda mais a diversificação.

“A nossa ideia é nunca concentrar, porque isso dá um resultado constante no longo prazo”, afirma. Mais uma vez é importante lembrar: na hora de escolher um ativo, o investidor deve considerar produtos compatíveis com o seu perfil, que pode ser conservador, moderado ou arrojado.

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